
A cada dia, mais pessoas se tornam adeptas das redes sociais. Há uma grande facilidade de acesso, a qualquer hora e em qualquer lugar. Notebooks, tablets e smartphones nos permitem curtir, compartilhar fotos, vídeos, imagens, comentários, notícias e reflexões. Mesmo quando dormimos, continuamos recebendo notificações de mensagens, e-mails ou curtidas.
São tantas informações que algumas pessoas não conseguem se desligar das redes sociais, nem mesmo durante as refeições ou até mesmo durante o culto. Sem dúvida, estamos diante de um grande fenômeno que possibilita acesso à informação global, aprendizado cultural, participação política, lazer, relacionamento social e profissional. Além disso, permite que as pessoas divulguem currículos, vídeos, músicas e notícias.
No entanto, ao mesmo tempo em que se busca ajuda nas redes sociais, também encontramos diversos problemas. Ao analisá-las, percebemos o quanto o comportamento humano tem mudado, tanto na forma de agir quanto de pensar, no mundo virtual e no real. Muitas pessoas aproveitam a liberdade que as redes oferecem para fazer mau uso delas. Escrevem o que querem, dizem o que pensam, sem qualquer preocupação ética em seus relacionamentos.
São palavras, muitas vezes, agressivas e ofensivas, que causam feridas profundas e geram contendas entre as pessoas. Há também notícias falsas, calúnias e disseminação de ódio. Opiniões, conceitos e valores, muitas vezes, permeados por mentiras, acabam nos deixando confusos, como se estivéssemos em um labirinto. Há ainda aqueles que agridem, ofendem e fazem comentários discriminatórios e maldosos, que podem gerar ansiedade e até sintomas depressivos. Essa realidade revela uma conduta humana, muitas vezes, fria, implacável e desagradável.
A verdade é que, em muitos casos, nos tornamos vítimas das redes sociais. Elas são ferramentas poderosas nas mãos de pessoas que desejam fortalecer sua imagem, destacar-se e expor ao mundo seus gostos, ideias e pensamentos. Mas até que ponto o uso das redes sociais é saudável? Será que não estamos perdendo a nossa identidade? Será que não estamos mudando nosso comportamento? Será que não estamos assumindo ideias e pensamentos que não fazem parte da nossa vida? Qual é o limite para que o uso das redes sociais não comprometa nossa família, a escola, o trabalho ou até mesmo a nossa vida social?
Precisamos refletir sobre esses questionamentos e buscar respostas. Será que as Escrituras trazem alguma orientação sobre as redes sociais? Embora não falem diretamente sobre elas, apresentam princípios valiosos da Palavra de Deus. O apóstolo Pedro afirma que o cristão foi escolhido para anunciar as grandezas daquele que o chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pedro 2.9). Ele também ensina que o cristão deve ser reconhecido por sua boa conduta (1 Pedro 2.12). O apóstolo Paulo, por sua vez, corrige os cristãos de Corinto, que afirmavam poder fazer tudo o que quisessem. Ele escreve: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm; todas me são permitidas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6.12).
Diante desses princípios bíblicos, o cristão não deve permitir que as redes sociais prejudiquem seu relacionamento com Deus. Deve discernir o que compartilhar e o que evitar. Precisa ter cuidado ao expor sua privacidade e a de sua família. É necessário agir com sabedoria ao se posicionar, sabendo que estará sujeito a críticas, provocações e comentários desagradáveis. Cada cristão é responsável diante de Deus por sua vida e testemunho, pois todos compareceremos perante o Senhor (2 Coríntios 5.10).
Portanto, use as redes sociais como um meio para falar de Jesus. Aproveite esse espaço para crescer no conhecimento bíblico e ajudar outros a encontrarem o caminho da salvação. Não permita que a vida se torne apenas virtual, pois, afinal, no céu não há — nem haverá — redes sociais.



