O corpo do sargento da reserva da Polícia Militar da Bahia, Francisco de Assis Pereira dos Reis, foi encontrado na zona rural de Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, nessa quarta-feira (29/10). A localização foi resultado de uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), a Polícia Militar (PMES), a Polícia Científica (PCIES) e a Polícia Civil da Bahia (8ª Coorpin).
As informações foram divulgadas durante uma coletiva de imprensa realizada no mesmo dia, na Chefatura de Polícia, em Vitória. Francisco de Assis estava desaparecido desde sexta-feira (24/10). Segundo as investigações, ele havia marcado um encontro com um dos suspeitos, que utilizava um carro de propriedade da vítima para trabalhar como motorista de aplicativo. O aluguel do veículo não vinha sendo pago conforme o combinado, o que motivou o encontro.
O sargento pediu que o carro fosse devolvido em Teixeira de Freitas (BA), mas não compareceu a outros compromissos marcados para o mesmo dia. Familiares acionaram a Polícia Civil da Bahia, que, com autorização da família, acessou o celular da vítima e encontrou conversas confirmando o encontro com o suspeito.
De acordo com o delegado Cleudes Junior, da DHPP de Vila Velha, as mensagens também indicavam que o suspeito e um comparsa estiveram na casa do sargento no dia do desaparecimento. Com base nas informações, o setor de inteligência da PMES localizou o veículo da vítima no bairro Ilha do Frade, em Vitória. Um dos suspeitos foi preso no local e levado à Delegacia de Homicídios de Vila Velha.
Durante o interrogatório, ele confessou o assassinato, relatando que o sargento foi rendido com um golpe “mata-leão” e depois asfixiado com uma corda. O corpo foi colocado no porta-malas e levado até Jaguaré, onde foi enterrado em uma cova rasa. O segundo suspeito foi localizado no bairro Primeiro de Maio, em Vila Velha, e também confessou o crime.
Os dois homens foram autuados por homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, asfixia e impossibilidade de defesa da vítima —, além de ocultação de cadáver. Eles possuem antecedentes por tráfico de drogas e foram encaminhados ao Centro de Triagem do Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, onde permanecem à disposição da Justiça.
Da redação


