O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que as forças americanas realizaram um ataque em grande escala contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3). Em uma declaração impactante, Trump afirmou ainda que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante a operação e retirados do país.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”
Enquanto Washington celebra a ofensiva, o Ministério da Defesa da Venezuela denuncia que áreas civis foram atingidas pelos bombardeios e informou que já iniciou a contagem de mortos e feridos, embora números oficiais ainda não tenham sido divulgados.
A capital venezuelana foi palco de múltiplas explosões a partir das 2h (horário local). De acordo com a agência Associated Press, pelo menos sete grandes detonações foram ouvidas em um intervalo de 30 minutos. Além de Caracas, os estados de Aragua, Miranda e La Guaira também foram alvos da incursão militar.
Relatos de moradores descrevem um cenário de guerra. Carmen Hidalgo disse à AP que o impacto das bombas foi sentido fisicamente: “O chão inteiro tremeu. Ouvimos explosões e aviões à distância. Parecia que o ar batia contra a gente”, relatou. Diversos bairros ficaram sem energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.
Antes das notícias sobre sua captura, o governo de Maduro havia classificado os episódios como uma “agressão militar imperialista” e decretado estado de Comoção Exterior em toda a nação. O comunicado oficial convocava a população e forças políticas para a “luta armada”, alegando que o objetivo dos EUA é o controle das reservas de petróleo e minerais do país para impor uma “guerra colonial”.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou-se em redes sociais afirmando que o território vizinho foi atingido por mísseis, aumentando a tensão diplomática na região.
A tensão entre as duas nações atingiu o ápice após os EUA oferecerem, em agosto, uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. Embora a mobilização militar inicial no Caribe fosse justificada pelo combate ao narcotráfico, fontes do Pentágono já sinalizavam que o objetivo final seria a deposição do regime.
A ofensiva ocorre após o fracasso de diálogos telefônicos entre Trump e Maduro em novembro e a recente classificação do governo venezuelano como uma organização terrorista ligada ao narcotráfico pelos Estados Unidos.
Fonte: REDE NOTICIA ES







