Um dado preocupante acende o alerta para a segurança nas estradas que cortam o Espírito Santo. Entre janeiro e julho de 2025, 43% das vítimas fatais de acidentes registrados na BR-101 não faziam uso do cinto de segurança no momento da colisão.
O levantamento revela ainda que os motociclistas seguem sendo os mais vulneráveis, representando a maior parte das vítimas fatais. Para especialistas em trânsito, o cenário evidencia um problema cultural: o descuido com regras básicas de proteção que poderiam salvar vidas.
“O cinto é o equipamento de segurança mais simples e acessível dentro do veículo, mas infelizmente muitas pessoas ainda o tratam como algo dispensável, principalmente em trajetos curtos ou em estradas conhecidas. Esse comportamento tem custado vidas”, explica um policial rodoviário federal.
A BR-101 é a principal ligação do Espírito Santo com outros estados e registra um fluxo intenso de veículos pesados, ônibus e automóveis de passeio. A combinação de movimento elevado, desatenção e a falta de uso de equipamentos de segurança agrava os riscos de fatalidades.
Para quem perdeu familiares em acidentes, a sensação é de que muitas tragédias poderiam ser evitadas. “Meu irmão poderia estar aqui hoje se tivesse usado o cinto. Foi uma batida forte, mas o médico disse que ele teria chances se estivesse preso ao banco”, lamenta uma moradora de Linhares.
Autoridades reforçam que além do cinto, atitudes como respeitar os limites de velocidade, manter distância segura de outros veículos e evitar ultrapassagens perigosas são fundamentais para preservar vidas.
O dado de que quase metade das vítimas fatais estava sem cinto mostra que pequenas escolhas fazem diferença. No trânsito, cada decisão pode ser a linha que separa a vida da morte.
Fonte: Enfoque Notícias



