A proteção da saúde dos animais de estimação e da população capixaba está em pauta com o início da Campanha de Vacinação contra a Raiva Canina e Felina, coordenada pela Secretaria da Saúde (Sesa). A ação segue até o dia 31 de outubro, com o Dia D de mobilização marcado para 04 de outubro em todo o Estado.
Neste primeiro momento, cerca de 400 mil doses da vacina antirrábica já foram distribuídas aos municípios, e novas remessas estão previstas para os próximos meses. A expectativa é vacinar 80% dos cães domésticos em cada cidade, meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Em 2024, o Espírito Santo alcançou um resultado positivo, com 87% dos cães e mais de 104 mil gatos vacinados.
Segundo a médica veterinária do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica da Sesa, Luciana Simonetti, a campanha teve início em julho nas áreas rurais e chega em setembro às áreas urbanas. “O Ministério da Saúde envia as vacinas, que são gerenciadas pela Sesa e repassadas aos municípios. Já as prefeituras são responsáveis por organizar a vacinação em seus territórios. Por isso, é fundamental que o cidadão procure a unidade de saúde mais próxima para se informar sobre datas e locais de imunização”, destacou.
A vacina é indicada para cães e gatos a partir dos três meses de idade, incluindo fêmeas prenhes ou lactantes. Ela não deve ser aplicada em outras espécies, como coelhos, hamsters, raposas ou furões.
Por que vacinar é tão importante?
A raiva é uma doença grave, causada por um vírus que pode afetar tanto animais quanto humanos, com taxa de letalidade próxima a 100%. A vacinação anual é a forma mais eficaz de prevenção. Graças a campanhas como essa, a América Latina reduziu em mais de 90% os casos de raiva humana transmitida por cães.
No Espírito Santo, não há registros de raiva em animais domésticos desde 2011, e o último caso em humanos ocorreu em 2003. No entanto, especialistas reforçam que o vírus continua presente na natureza, especialmente em morcegos e herbívoros, o que torna a imunização indispensável.
Como funciona a vacina?
A dose é única, aplicada por via subcutânea, com proteção garantida a partir de 21 dias após a aplicação e validade de um ano. Por isso, é essencial manter a vacinação atualizada todos os anos.
A recomendação da Sesa é clara: fique atento ao calendário do seu município e leve seu cão ou gato para vacinar. Além de um gesto de cuidado com o bichinho, a imunização protege toda a comunidade.
Fonte: Enfoque Notícias



