
A contratação de mais especialistas, a ampliação da rede de apoio nas escolas e a redução da demora por diagnósticos estiveram entre as principais reivindicações apresentadas por famílias atípicas durante reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência, realizada nesta segunda-feira (27), na Câmara de Vitória.
Representantes de entidades, profissionais da saúde e familiares também defenderam a criação de políticas de acolhimento para cuidadores, a ampliação da oferta de terapias, teleconsultas e melhorias na acessibilidade dos serviços públicos.
A fundadora do Grupo de Apoio a Pais de Autistas Força Azul ES, Bárbara Campos Fernandes, afirmou que “precisamos olhar para essas famílias, porque muitas mães não conseguem nem ir a uma consulta médica e não existem programas que ofereçam o suporte necessário para quem dedica a vida aos cuidados dos filhos com deficiência”, ao defender a criação de políticas públicas voltadas às famílias atípicas.
Durante o encontro, representantes também relataram dificuldades enfrentadas por pessoas surdas no atendimento da rede pública e sugeriram a ampliação da oferta de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), inclusive em consultas ginecológicas.
O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência, vereador Davi Esmael, afirmou que “quando uma criança recebe um diagnóstico, toda a família precisa de acompanhamento, porque a inclusão depende de uma rede estruturada na saúde, na educação, na mobilidade e em outros serviços públicos”, ao defender uma atuação integrada entre diferentes áreas da administração municipal.
Ao fim da reunião, o parlamentar informou que fará um levantamento sobre a estrutura de diagnóstico disponível na rede pública e encaminhará as demandas apresentadas ao Poder Executivo.
*Com informações da Ascom/CMV



