O Espírito Santo alcançou um marco histórico no crédito rural. No ano-safra 2024/2025, o Estado aplicou R$ 8,88 bilhões em financiamentos ao setor agropecuário, superando a meta estadual de R$ 8,5 bilhões e registrando um crescimento de 24,5% em relação ao ciclo anterior. Os dados foram apresentados durante reunião estratégica promovida pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), nesta segunda-feira (14), em Vitória.
O encontro contou com a presença de representantes de instituições financeiras e entidades ligadas ao setor agro, que se reuniram para alinhar diretrizes e metas do Plano de Crédito Rural para o período 2025/2026. Participaram da reunião representantes de bancos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banestes, Sicoob, Sicredi, Cresol e Banco do Nordeste, além de organizações como Agricultura Forte, Cedagro, Faes, Fetaes, Fecopes, Fapaes, Incaper, Idaf, Ceasa, OCB e órgãos do Governo Federal, como os ministérios da Agricultura (Mapa), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Pesca e Aquicultura (MPA).
Durante a reunião, foram discutidos os principais desafios e oportunidades do setor, com foco na ampliação do acesso ao crédito, na modernização das atividades no campo e no fortalecimento do desenvolvimento sustentável do agronegócio capixaba.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o desempenho do Espírito Santo é reflexo de um ambiente favorável a investimentos, da articulação institucional e da confiança dos produtores nas políticas públicas estaduais.
“Mesmo em um cenário nacional desafiador, o Espírito Santo avançou e bateu recorde histórico, superando R$ 8,88 bilhões aplicados no ano-safra 2024/2025. Isso demonstra a confiança do setor produtivo nas políticas públicas estaduais, o acerto do Plano de Crédito Rural e a força da parceria entre governo, instituições financeiras e produtores. Já estamos finalizando o novo ciclo para 2025/2026, que deverá ser lançado nas próximas semanas”, afirmou Bergoli.
O resultado capixaba contrasta com a tendência nacional: enquanto o país registrou uma retração média de 13% nas operações de crédito rural, apenas Espírito Santo e Piauí apresentaram crescimento, de 23,2% e 14%, respectivamente, segundo levantamento da Gerência de Dados e Análises da Seag com base em dados do Banco Central.
Ao todo, foram realizadas 45,5 mil operações no Espírito Santo, um aumento de 11,6% em relação ao ano-safra anterior. A agricultura familiar teve participação expressiva: foram 32.109 operações, totalizando R$ 2,5 bilhões em crédito – aumento de 19,1% no valor e 9,2% no número de operações. Esse segmento respondeu por mais de 70% das operações e 28,7% do total aplicado.
As principais finalidades das linhas de crédito foram:
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Custeio: R$ 3,7 bilhões (crescimento de 25,7%)
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Investimento: R$ 2,8 bilhões (alta de 19,5%)
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Comercialização: R$ 2,3 bilhões (aumento de 30,1%)
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Industrialização: R$ 79,3 milhões (queda de 1,2%)
Para o gerente de Dados e Análises da Seag, Danieltom Vandermas, os resultados são fruto do uso estratégico de informações e da articulação entre os diversos atores do setor:
“Os números mostram que, quando dados são usados como ferramenta de gestão e parcerias são feitas com propósito, transformamos metas em resultados concretos. É um avanço coletivo que beneficia todo o setor”, destacou.
O Plano de Crédito Rural faz parte do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag 4 – 2023/2032), que estabelece como meta alcançar R$ 12 bilhões em aplicações até 2032. Com os resultados positivos alcançados, o Estado já se prepara para lançar o novo ciclo do plano 2025/2026 nas próximas semanas.
Fonte: Enfoque Notícias



