A mulher encontrada morta em uma cova rasa na tarde de domingo (1º), no bairro Altoé, em Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo, foi identificada pela polícia e por familiares como Patrícia Guimarães dos Santos, de 39 anos. Ela estava desaparecida desde a última quinta-feira (29), quando foi vista pela última vez. A perícia indica que havia marca de um tiro na cabeça da vítima.

Segundo a Polícia Militar, a família de uma mulher que estava desaparecida acionou a corporação informando que havia encontrado um corpo. Um homem disse que se tratava do corpo da tia de sua esposa, Patrícia, desaparecida desde a última quinta-feira (29). Patrícia deixa uma filha de três anos.

A Rede Notícia conversou com parentes da vítima, que disseram que sentiram falta dela no último sábado (31), porque ela tinha o costume de sumir por um ou dois dias, e que a última vez que a viram com vida foi dois dias antes, na quinta-feira (29). “A gente começou a procurar ela devido a boatos que começaram a sair de que ela havia sido morta e enterrada em uma cova em algum lugar. O boato começou a rolar antes de o corpo dela ser encontrado”, disse uma parente, que a reportagem não vai identificar por motivo de segurança.
“E aí a gente começou a procurar aqui no bairro e todo mundo, a última vez que viu ela, foi na quinta-feira (29); foi a última vez que inclusive eu vi ela com vida, quando ela veio aqui na minha casa”, disse uma familiar da vítima, que informou que ela morava no mesmo bairro onde foi assassinada, o bairro Altoé.
“A minha tia era a filha mais nova da minha avó. Ela teve uma vida digna, era uma mulher muito trabalhadora, caprichosa, foi casada”, disse uma sobrinha da vítima. A sobrinha contou que a tia havia se envolvido com o uso de drogas, disse que ela era adimplente com o consumo, no sentido de que não tinha dívidas com o tráfico, e acredita que a tia possa ter falado alguma coisa para alguém que tenha decidido matá-la.
“Eu acredito que por causa de dívida não foi, foi por pura crueldade mesmo. Talvez ela insultou alguém, falou alguma coisa, envolveu o nome de alguém que a pessoa não gostou, mas por causa de dívida de droga eu tenho certeza que não era”, disse.
“Todo mundo conhecia ela no bairro. A minha avó é uma das pessoas mais antigas do bairro, e ela foi nascida e criada aqui. A história dela foi aqui”, disse uma sobrinha da vítima.
Ainda segundo parentes, Patrícia morava com a mãe, estava separada do marido e, após a separação, começou a usar drogas. “A gente espera justiça, porque aquilo, pelo que a gente sabe, foi um ato de pura crueldade mesmo”, disse uma familiar da vítima.
Os familiares acreditam que os assassinos de Patrícia seriam os responsáveis por espalhar a conversa de que ela havia sido morta e estava enterrada em algum lugar, porque o boato começou a circular no sábado (31), um dia antes de o corpo ser encontrado.
A própria família iniciou as buscas por conta própria a partir dos boatos e começou a procurar nas imediações do bairro Altoé. “A gente procurou no domingo desde as 6h da manhã, e aí passaram uma informação para a gente, mas fomos procurar e não achamos. A gente fez a busca, seguimos os urubus, mas era uma ossada de boi. Das 6h da manhã até o meio-dia, mais ou menos, a gente procurou e aí desistiu. Aí, quando foi na parte da tarde, eu estava em casa e meu esposo saiu na rua; voltou e falou que uma pessoa tinha falado com ele que era para a gente procurar no local onde a encontramos. A gente esperava encontrar ela com vida”, disse uma familiar.
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Fonte: REDE NOTICIA ES





